discricionário

O disco a tocar e o rastilho para a metade dele, sombra. Subindo as escadas, um fantasma do passado-quase-perfeito produz um flash no seu estômago. A partir desse momento, lembra-se de olhar em frente e perder os sentidos. Too sensitive for mirrors. They produce a rare contradition between light and darkness, hell and heaven, to be or to fake. It always will be so perfect connected with all that he knew, right from the beggining.
(O português é um território discricionário onde vezes demais caímos a pique)
Por isso alfabetizar noutra língua, perder consoantes entre o palato e o nariz, para treinar dizer saudade daquela noite em que me perdi a caminho de ti, num dialecto perfeitamente disparato e irreconhecível. O que dói, na dor, é o facto de ela ser tão pouco cheia de si, tão assustadoramente insegura, tão chocantemente volátil. Feita cabra, atravessa territórios conflituantes, permeáveis, gelatinosos e tende a querer tornar-se outra coisa que não essa rigorosa, precisa, amarga dor entre o estômago e o ventre.
(Ter um milhão de coisas para dizer a dançar e logo cair a pique)
Pensa nas putas tristes de Marquez, no gin tónico em cima da mesa e no tanto que há de vir no devir de uma decadente noite de entrega sem paixão.
(To the whore who took my poems- e assim começa um poema de Bukowski).

1 comentário:

Anónimo disse...

"O coração tem mais quartos que uma casa de putas"
GGM