Ponto a ponto. Taco a taco. Passo a passo.
1-2-3-4
E uma história começa assim. Milhões de histórias que podem começar assim.
Registo:
A de alvenaria, das paredes que revestem o interior do meu deserto sentimental que é todo e tanto e pouco e farto. B de bélico, tendo em conta as vezes em que não parti para a guerra por cultivar a paz em território inimigo. C de conta - perdê-la, ao fim e ao cabo, das vezes em se viu passar fora do corpo junto ao Estuário desse rio de quatro letras, de flamingos altaneiros e barquinhos a fazer riscos no espelho da água. D de dança, pelas vezes em que elevarmo-nos do chão equivale a uma fina e delicada porção do que nos mantém em carne por dentro e vestidos pelas convenções, por fora, num bailado místico, próprio de quem se arrisca a ouvir, em final de noite: o abecedário é, nada mais nada menos, que um colar de cores- dores- sabores apertado e delicado justamente como esse colar que trazes ao peito.