de Amesterdam

Registo:
Caminharei em volta dos meus passos em volta (como no livro) ouvindo o escurecer alvo de tudo quanto deixei para o futuro por ser matéria demasiado presente para ser vivida ao fresco. Ana de Amesterdam como na canção do Chico. Errando e desaprendendo todos os atalhos que nos fazem habituais nos hábitos e rotineiros nas rotinas e abusarmos dos pleonasmos como se não soubéssemos do que estamos a falar. E soltarei a voz para dizer versos em sépia, enlaçados na cintura, para reluzirem em quente. E depois pedirei a quem se cruzar comigo na rua para me ler, na brandura de um dia de semana, todos os equívocos e os erros que me fizeram rainha em terra de ninguém. E aí, sim, descansar desse mundo em que nos cruzamos com ninguém na espessa fumaça de um cigarro quase ardido.

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