cigarros que não fumei. buganvílias que não contrastaram com a cor do meu cabelo. a cor da areia num dia de praia estafado, areia essa que não trouxe para casa, com medo que se esgotasse também o fundo do mar e, com ele, o chão onde mergulhas e voltas à tona para me puxar para o fundo, lá de onde os meus olhos saem salgados sem chorar e os meus lábios roxos sem os pintar artificialmente. os tons vivos das histórias que seriam de comer porque há tantos e tão bonitos molhos de saladas e pastas para empratar qualquer coisa que se faz para alguém almoçar, jantar, cear- no intervalo de nós. papel gasto e corroído que nunca chegou a sê-lo porque, de verdade, na verdade, verdadeiramente, gostamos de quem gostamos e isso é um dado de sorte ou azar. e o jogo nunca foi o meu forte.
1 comentário:
mas sorte rima com sorte!
AVAN
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