The things that I cannot touch because they are too near

Um frémito de chuva,
um altar feito a propósito
e ainda não sei o que fazer com o que b-a-t-e
indistinto no corpo.
S-a-u-d-a-d-e-s
dos lances de Verão
e de ficar de pé na água
à espera que me aconteça.

Sei que tenho uma ilha
no lugar do
coração
e Cummings já fez da sintaxe
um caminho para nadar de costas:
todo o céu azul na distância confortável
incomensurável
que me separa do céu.

Há letras cruas,
letras de vinho e de gin
espalhado em mesas vazias
que me seduzem
fatilíssimamente,
e o resto do quadro
sou eu a recolher,
peça por peça,
o meu corpo no chão.

2 comentários:

Anónimo disse...

GOSTEI!
AVAN

A Torre Mágica | Pedro Antônio de Oliveira disse...

Ai, Nuvem!...

Lindo texto! Você falou de coisas que eu amo!

Obrigado pela visita. Você sempre deixa no ar um frescor de poesia!

Abração carinhoso.

Volte mais vezes! Te espero na minha torre.

Pedro Antônio - A TORRE MÁGICA - www.atorremagica.blogspot.com