Talvez nem tenha nome.
Anunciado só pelo frémito
da folhagem.
O riso invisível, o grito
de um pássaro, o escuro
da voz. certa doçura,
certa violência.
O espesso, volúvel
teido da noite agora a roçar
o corpo da água. E por fim
a muita lenta paixão
do fogo, sufocada.
Era o Verão.
Eugénio de Andrade, O sal da língua
(num livro emprestado e devorado)
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