Nos meus dias alegres tristes, um riso lágrima incandesce a minha alma corpo. Quando desço, decidida, a rua para ver passar pessoas e com elas imaginárias outras, em suas cabeças, um turbilhão de emoções me assaltam. Porque me espanto e emudeço ruidosamente. E escureço na claridade própria de quem vem à tona quando lê alguma coisa que lhe dói instintivamente e a faz sorrir pelo prazer de ler em linhas alheias. Porque o prazer e a dor são, tantas vezes, alguma coisa de muito indistinto.
Quando penso em episódios demasiado pessoais para serem escritos, oiço música e espero-me no papel. Vejo os meus dedos vogarem no espaço nu, soprando formas, articulando sombras e explorando o território de caça das nostalgias- música mais profundas. Na raíz de tudo quanto transporto através da pele há-de estar qualquer coisa que ainda e sempre se surpreende em arrepio. Quando suspendo as palavras por achar que são desnecessárias e olho a paisagem, faço pause no mundo e floreio os pensamentos menos óbvios. Tenho kilómetros de caminho dentro dos meus braços e símbolos vários para significar tudo quanto cabe neste coração de bicho.
Quando penso em episódios demasiado pessoais para serem escritos, oiço música e espero-me no papel. Vejo os meus dedos vogarem no espaço nu, soprando formas, articulando sombras e explorando o território de caça das nostalgias- música mais profundas. Na raíz de tudo quanto transporto através da pele há-de estar qualquer coisa que ainda e sempre se surpreende em arrepio. Quando suspendo as palavras por achar que são desnecessárias e olho a paisagem, faço pause no mundo e floreio os pensamentos menos óbvios. Tenho kilómetros de caminho dentro dos meus braços e símbolos vários para significar tudo quanto cabe neste coração de bicho.
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