Meu espírito possante
não quer alocar
meu corpo frágil.
Na roda do levante,
peito aberto e adiante,
a mente,
mente:
presa fácil, embora ágil.
A mente posta em sossego,
na distância confortável do aconchego,
diz não saber como refrear:
a eterna saga dos românticos,
que lêem nos atlânticos:
- o coração à mão de um manivela.
Caravela, caravela,
quantos querem ir já nela:
corpo-amor a navegar.
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