Na madrugada do que me sinto, quase que sou o raio de sol que está a despontar. E a lua que lhe vai dar lugar. Tanta coisa- Meu Deus- tanto lugar que trago nesta vida de mar. Tanta gente, tantas e tantas melodias que hoje me encheram o olhar. Quero viver. Quero viver para rimar. Sentir no corpo o fado e o tango e saber que numa noite destas sou escarlate. Tenho amor vermelho-vivo, as minhas mãos são para te segurar, meu amor, meu amor, que ao menos me digas que perfume é este no ar. E se pudesse nessa voz velada segurar, se eu pudesse,ai se eu pudesse, todos os dias ouvir-te cantar.
Voltar a ti é como andar sobre nenúfares,
entristecer numa cidade portuária e ver nascer
narrativas sofridas de gente como eu
que ficciona o corpo, friccionado a alma
enjeita a certeza, ajeita o precípicio
e lá do alto te chama para dançar
e na estrofe primeira
já deixei de te amar.
1 comentário:
É impressionante como você faz poesia até nos comentários! (rsrsrs) Lindo, lindo!
A foto lá do final da página é maravilhosa. Sei lá, é gostosa de ver, descontraída! Luminosa.
Abração.
Pedro Antônio - A TORRE MÁGICA - www.atorremagica.blogspot.com
Enviar um comentário