Gosto da imensidão de palavras que o meu dicionário não descobriu e das linhas tortas que ainda não li, tão só porque me enterneço a desfiar novelos e seguir linhas que me levem num percurso iluminado à medida dos meus passos no chão. Às vezes, numa emoção incontida, dou comigo a salivar por pedaços de histórias que construí na minha cabeça de nuvem e que alguém verbaliza e nesse instante sei que não vivo no tempo e desconheço o que é esse conceito figurativo de idade.
Sinto que tenho anos de mar. Horas seguidas passadas em traçados circulares, estradas gastas e águas muito profundas onde sempre foi possível ver o espelho do céu. E, porém, não tenho o tempo do tempo que a minha pele reluz e o meus sinais indicam, por gostar tanto de sol e não saber que nos gastamos na superfície, da mesma maneira como vivemos para gastar as solas dos sapatos num percurso pedestre.
Amo a terra vista do mar. E o mar visto dos meus olhos lá.
(Mar Adentro), traduzido.
Sinto que tenho anos de mar. Horas seguidas passadas em traçados circulares, estradas gastas e águas muito profundas onde sempre foi possível ver o espelho do céu. E, porém, não tenho o tempo do tempo que a minha pele reluz e o meus sinais indicam, por gostar tanto de sol e não saber que nos gastamos na superfície, da mesma maneira como vivemos para gastar as solas dos sapatos num percurso pedestre.
Amo a terra vista do mar. E o mar visto dos meus olhos lá.
(Mar Adentro), traduzido.
1 comentário:
Que lindo texto, nuvem!
Minha página de recados ficou assim, como posso dizer... um céu!
Eu não me canso de lê-lo! De muito bom gosto. Obrigadooo!...
Abraçoooos...
Pedro Antônio - A TORRE MÁGICA - www.atorremagica.blogspot.com
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