Quando um dia eu for subtileza,
e tiver perdido a esperança secreta dos delírios comuns,
entra pela porta de minha casa e
fecha a porta,
para que não faça mais frio.
Bem sabes como vivo em calor.
E aí, basta que te recostes,
no sofá, a meu lado.
Escolhe um poema predilecto,
pede-me que escolha uma canção favorita.
Eu desvio as margaridas do teu rosto
e fico à espera que seja tarde,
e eu seja um regresso impossível.
Daqueles que avisto no primeiro sonho da noite.
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